A relação entre aprendizagem e interação tende a ser desafiadora mas ao mesmo tempo, amistosa. Toda vez que propõe-se inovações ou simples mudanças, é preciso romper com o que já se tornou rotina. Por exemplo, após a observação de que era preciso mudar por conta de fracasso e evasão escolar, viu-se que novos métodos e técnicas deveriam estar presentes no espaço escolar e que as referentes à corrente Tradicional, que pregavam a memorização, repetição, condicionamento e transmissão de conhecimentos do professor para o aluno, fazendo com que o aluno fosse visto como um agente passivo, em que conteúdos e métodos encontravam-se no centro da aprendizagem, já não davam mais conta das necessidades da própria sociedade.
A mudança na sociedade faz com que haja mudança na Educação. E a mudança na Educação faz com que a sociedade também se transforme. É uma via de mão dupla.
A sociedade em que estamos vivendo pede cada vez mais que o conhecimento e o processo de ensino-aprendizagem tornem-se cada vez mais interativos, dinâmicos, pois essa sociedade torna-se cada dia mais dinâmica, mais interativa, baseada no conhecimento e na informação; muitos afirmam que vivemos a Era da Informação. Todavia, a escola não poderia permanecer estática, nem muito menos ser desconsiderada nesse processo social, pois a escola (a Educação) é necessária para que se construa, viva e mantenha a sociedade.
Atualmente busca-se o uso de técnicas e metodologias mais dinâmicas, interativas, buscando não só a interatividade do aluno com o conhecimento-conteúdo, como também sua interação para com os demais alunos, professor e funcionários da escola. Além da Contextualização, que é a abordagem dos conteúdos segundo sua realidade.
A aprendizagem é contínua, individual e gradativa, por isso a necessidade de conhecer o aluno, conhecer sua origem, seu prévio conhecimento de mundo, suas experiências, sua cultura - seu "background knowledge". Trata-se de partir do local para o global, do simples para o complexo, tal como Comenius, (ou Comênio) Piaget e outros teóricos defendem em suas obras, respeitando o nível de maturação, além do nível de conhecimento do aluno, suas dificuldades e potencialidades, ademais suas características, sendo importante relevar e enfatizar a diversidade e a heterogeneidade na sala de aula e no contexto escolar.
A utilização de jogos, técnicas didáticas como seminários, aulinhas, mesas-redondas, debates, produção coletiva, estimulam o aluno a aprender conteúdos atitudinais (referentes ao SER), conteúdos procedimentais (referentes ao FAZER) e conteúdos conceituais (referentes ao SABER) se forem bem trabalhados. É preciso ter objetivos e metas a serem alcançados e utilizar de atividades diversificadas como ferramentas para construção da aprendizagem e intrumentos avaliativos.
Além de tornar a aula mais prazerosa e significativa, a interação em ambiente de aprendizagem conduz os indivíduos à troca de experiências e saberes, isto é, à aprendizagem mútua e significativa, facilitando o desenvolvimento da sociabilidade e de valores necessários para desenvolver-se globalmente, progredir nos estudos, na vida, na profissão, em sua participação como cidadão.
Leia mais sobre os teóricos Piaget e Vygotsky e suas teorias sobre interação e aprendizagem!
Página "Teóricos e suas pesquisas"

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