Quando pede-se para o aluno ler, esquecemos que precisamos nos preocupar também com o "gostar de ler", e acabamos assim, seguindo questionários e formulando testes e trabalhos escritos sobre o trabalho. Quando digo "trabalho escrito", não tenho a intenção de ir contra esse tipo de atividade, pelo contrário, trabalhos escritos são necessários, porém, devem ser preparados e pensados para que o aluno reflita, produza seu próprio texto ou atividade, discuta e questione pontos de vista, isto é, que esta leitura seja rica em oportunizar interpretações e produções diversas e próprias do aluno. Afinal, um leitor se faz quando a leitura é realmente produtiva, de nada vale ler dois ou quatro livros por ano letivo se o aluno não se identificar com a leitura, ser encorajado a ler e produzir. Ler é desafio, é o surgimento de dúvidas, questões, bifurcações, respostas, produções.
Mas, fora o discurso, como poderíamos trabalhar a Literatura sem cair na tradicional forma de avaliação por localização de informações?
PASSO 01: OBSERVE O CONTEXTO
Antes de mais nada, é preciso que o professor leia o livro e observe quais atividades interativas poderiam ser realizadas com a leitura deste.
É preciso também olhar para as facilidades e dificuldades do grupo: se possuem dificuldade em falar em público, se sabem argumentar, se gostam ou não de ler, quais tipos de leitura estão acostumados a lidar...
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